A previdência deles
Qual o tamanho da previdência privada no mundo? São os aposentados, e não os trabalhadores na ativa, os mais indicados para responder a essa pergunta. Afinal, em alguns países, os fundos privados são responsáveis por mais de 40% da renda de quem já deu adeus ao mercado de trabalho.
Enquanto a previdência privada cresce em todo o mundo, a pública mingua. E por quê? A conta parece simples: em 1980, havia cerca de 20 aposentados para cada 100 trabalhadores no mundo rico – ou proporção de 20%. Hoje, essa relação já subiu para 25% e deve alcançar 45% já em 2050.
Tantos números significam que, dentro de quatro décadas, haverá nos países ricos, em média, cerca de dois trabalhadores na ativa para cada aposentado. Definitivamente, a conta não fecha para a previdência pública, que depende da contribuição dos economicamente ativos para prover renda aos aposentados.
Na Europa Oriental, alguns países promoveram uma espécie de perestroika (reconstrução, em russo) em seus sistemas de aposentadoria. E mesmo contando com tradicionais fundos públicos, tornaram obrigatórios os planos de previdência privada.
De novo, a conta: para os trabalhadores hoje na ativa, esses planos serão responsáveis por um terço da renda de aposentadoria na Hungria, cerca de metade na Polônia e 60% na Eslováquia. Realidade já presente no Canadá, na Holanda, nos Estados Unidos, na Austrália e na Grã-Bretanha, onde esses fundos respondem por mais de 40% da renda dos aposentados.
Contribuição da poupança privada para o total
da renda na aposentadoria
Países selecionados, último ano disponível, em %.

Fontes: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e revista The Economist.