Nº 39 | JULHO | 2009  
   
 
O valor da disciplina
Estudo mostra: investidor comprometido ganha muito no longo prazo.
Coluna Victoria Werneck
Sinais de estabilização da crise externa, mas recuperação ainda não.
Performance
Confira o desempenho dos fundos da Icatu Hartford no ano e nos últimos 60 meses.
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Perfil: Victoria Werneck
Todos os meses, Victoria Werneck, economista-chefe e estrategista da Icatu Hartford, traz informações exclusivas que você só encontra na e-News Icatu Hartford. Ela é responsável pela análise macroeconômica que, entre outras coisas, identifica os riscos inerentes à gestão de fundos na área de seguros, previdência complementar e capitalização.
 
Finanças a dois

Namorar, dar presentes, jantar à luz de velas, fazer uma declaração de amor... Há muitas maneiras de investir no seu casamento. Mas, se a parceria financeira não estiver funcionando, aí não há carinhos e beijinhos que consertem. Para manter a chama da paixão – e o saldo na conta –, conversar, fazer planos, controlar o orçamento e formar uma reserva para emergências são algumas dicas dos especialistas financeiros.

Conversem
O casal deve conversar abertamente sobre sua situação financeira. É importante que os dois conheçam as contas, a evolução do patrimônio, os investimentos etc. e se mantenham informados sobre eles. Fazer um orçamento em conjunto, com a lista de todas as despesas mensais, é o primeiro passo. Segundo estudo sobre aposentadoria feito pela The Hartford em parceria com o MIT AgeLab, a comunicação é uma das questões cruciais para a saúde financeira do casal.

Sonhem
Casar é mais do que dividir a cama e as contas, é compartilhar os sonhos. O que seu parceiro espera do futuro? Qual seu sonho de aposentadoria? Como cada um pretende custear seus projetos? Que fontes de recursos estão disponíveis para isso? Estabeleçam suas metas e decidam juntos quanto cada um vai contribuir para chegar lá.

Tenham um plano de emergência
Ao longo da vida, altos e baixos são inevitáveis. É bom estar preparado para os imprevistos. Se um dos dois vier a faltar, o que acontece com as despesas da família? Em caso de perda de emprego de um dos dois, como arcar com as dívidas assumidas? Como um problema de saúde grave pode afetar suas finanças? Forme uma reserva financeira para emergências. Os analistas recomendam guardar o equivalente às despesas correntes de três a seis meses. Mas cada caso é um caso.

Dividam despesas e responsabilidades
Estabeleça o quanto do salário de cada um será usado para arcar com os custos. Esse percentual pode e deve variar de acordo com os ganhos de cada um, pois, afinal, é importante que ambos reservem parte para gastos pessoais. Também é bom definir as responsabilidades: qual dos dois vai cuidar do pagamento das contas, quem é que vai acompanhar o saldo da conta conjunta.

Abram uma conta conjunta
Segundo especialistas, uma boa alternativa é manter as contas individuais e abrir uma conta conjunta para os gastos do casal. É para esta que vocês devem transferir a parte do salário que será usada no pagamento de contas do mês. Estabeleçam até quanto cada um pode gastar para não correr o risco de entrar no cheque especial.

Eduquem os filhos para lidar com o dinheiro
Os pais são os principais responsáveis pelos ensinamentos que levarão os filhos a tornarem-se adultos financeiramente bem-sucedidos. Quanto antes eles começarem a participar da rotina financeira doméstica, melhor. Uma dica do Portal de Educação Financeira da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) é dar um “dinheiro extra” em troca de pequenos afazeres, que não necessariamente fazem parte da rotina da casa e que você terá que contratar alguém para fazê-lo (por exemplo, limpar a piscina). Assim, seu filho começa a entender o valor do trabalho.

Esqueçam as regras
"Eu me sinto feliz com a felicidade de meu parceiro." Se essa for a regra número um de seu casamento, esqueça todas as outras. Não há nada melhor para a saúde financeira do casamento que o amor, a amizade e a vontade de ver o outro feliz.


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O valor da disciplina

Qual a diferença entre o investidor indisciplinado, o disciplinado e o muito disciplinado? O último pode poupar até 40% mais que o primeiro. E aproveitar com muito mais conforto a aposentadoria. É o que mostra um estudo da Icatu Hartford, publicado na revista Você S/A.

A simulação foi feita com a mesma carteira de investimentos. E levou em consideração depósitos mensais de R$ 500, por 30 anos, com rentabilidade de 6% ao ano. O indisciplinado fez dez aplicações todo ano. O disciplinado, 12. Já o superdisciplinado foi além, fazendo 14 depósitos a cada 12 meses. Veja a evolução das reservas de cada um.

Investidor Em 5 anos Em 15 anos Em 30 anos
Indisciplinado R$ 29.164 R$ 120.419 R$ 409.011
Disciplinado R$ 34.912 R$ 144.154 R$ 489.628
Superdisciplinado R$ 40.660 R$ 167.889 R$ 570.246

No final de 30 anos, a diferença entre as reservas chegou a R$ 161 mil, se compararmos o primeiro e o terceiro perfis. Mesmo o disciplinado ficou R$ 80 mil atrás do superdisciplinado, que, aliás, em três décadas, vai colher os frutos de tanto comprometimento.

Leia a matéria completa, com a simulação.

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Coluna Victoria Werneck

Sinais de estabilização da crise externa, mas recuperação ainda não

No cenário externo, continua havendo sinais de que a intensidade da recessão cedeu. Ainda não se trata de fortes indícios de uma recuperação, mas simplesmente que a deterioração que vínhamos observando está se dando de forma menos intensa. A ata do Banco Central americano (Fed), correspondente à reunião de fins de junho, sugere exatamente isso ao relatar que a recessão que começou em dezembro de 2007 poderá terminar em breve: "...Em sua discussão sobre a situação e a perspectiva econômica, os participantes em geral concordaram que a informação recebida desde a reunião de abril indica que a contração econômica está se desacelerando e que o declínio na atividade pode cessar em não muito tempo". De qualquer maneira, a ata afirma que a recuperação da economia deverá ser lenta, o que manterá a taxa de desemprego elevada. Segundo os participantes do comitê, os dados avaliados na reunião sugerem que a economia continua muito fraca, mas o declínio na atividade parece estar diminuindo. Menciona que as reduções no emprego e na produção industrial se desaceleraram e o gasto com o consumo parece manter-se razoavelmente estável após encolher no segundo semestre de 2008, enquanto as vendas e a construção de residências de uma única família aparentemente se estabilizaram.

Assim, o Fed melhorou levemente suas previsões para o desempenho da economia neste e nos próximos dois anos e minimizou os riscos de deflação. A projeção de queda do PIB em 2009 tem agora uma tendência central de -1,5% a -1%, algo acima da tendência central de -2% a -1,3% do relatório de abril. Já a projeção de crescimento do PIB em 2010 quase não mudou em relação à de abril, com a tendência central situada em 2,1% a 3,3%, pouco acima dos 2% a 3% divulgados anteriormente. Para 2011, a nova projeção é de crescimento de 3,8% a 4,6%, em comparação aos 3,5% a 4,8% de abril.

Na última revisão, o PIB americano do primeiro trimestre caiu a uma taxa anualizada de 5,5%, na comparação com o quarto trimestre de 2008, menor do que a queda de 6,1% anunciada preliminarmente e também menor do que a contração de 6,3% registrada no último trimestre do ano passado. O mercado de trabalho continuou se enfraquecendo, com a taxa de desemprego de junho atingindo um novo pico de 9,5%. Na recessão anterior, de 2000/2001, o pico da taxa de desemprego não passou de 6,3% em junho de 2003. De acordo com os dados revisados, desde janeiro de 2008 houve perda líquida de postos de trabalho em todos os meses, acumulando um total de 6,46 milhões de vagas eliminadas até junho deste ano. O número de vagas perdidas, que vinha caindo mês a mês desde janeiro, aumentou novamente em junho para 467 mil.

EUA: criação de postos de trabalho (mil)

Fonte: Bureau of Labor Statistics.

A confiança do consumidor, que tinha subido significativamente para 54,8 pontos em maio, retraiu-se um pouco para 49,3 pontos em junho, mas está ainda bem acima do fundo do poço histórico de apenas 25,3 pontos registrados em fevereiro.

Índice de confiança do consumidor

Fonte: Conference Board.

Com a economia em recessão, a inflação cedeu de forma abrupta e rápida. O índice de preços ao consumidor (CPI) apresentou deflação de 1,4% nos doze meses até junho, comparado com uma inflação de 5,6% nos doze meses até julho de 2008. Foi a maior deflação em doze meses desde 1950. De todo modo, o Banco Central americano já começa a dar sutis sinais de preocupação à frente com as pressões inflacionárias que poderão surgir durante a retomada do crescimento, tendo em vista o imenso pacote de estímulo fiscal e a significativa expansão monetária que o enfrentamento da crise financeira requereu.

Com efeito, a última projeção oficial do déficit fiscal americano em 2009, de US$ 1,84 trilhões, ultrapassa extraordinários 13 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB). Esse percentual representa mais do que o dobro do último déficit fiscal recorde do pós-guerra, que foi de 6% do PIB em 1983. Além disso, seria o segundo maior déficit da série histórica, perdendo somente para os mais de 20% do PIB registrados no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, como resultado do gasto extraordinário com o esforço de guerra.

Dessa forma, uma vez passada a pior fase da crise e diante de uma recuperação consistente da atividade, as preocupações hão de se voltar para o aumento da dívida pública como proporção do PIB e para a necessidade de conter a inflação que parece inevitável. De todo modo, em comparação ao verdadeiro pânico que se espalhou pelo mundo em fins de 2008 em razão de uma expectativa muito sombria a respeito de uma nova depressão mundial profunda e duradoura, temos de reconhecer que a ação decisiva de política fiscal e monetária agressivas de fato evitaram o pior.

Entre as notícias boas, o volume de vendas no varejo dos Estados Unidos subiu mais uma vez em junho à taxa de 0,7% em relação a maio após crescimento de 0,5% em maio em relação a abril. Em relação a junho de 2008, porém, a queda nas vendas no varejo continuou registrando uma marca bem elevada: -9%. Já a produção industrial caiu mais uma vez em junho em relação ao mês anterior, pelo oitavo mês consecutivo para o nível de 95,4, o menor patamar desde meados de 1998. A queda, entretanto, foi menor do que nos meses anteriores: -0,4%, mais um sinal de que parou de piorar. Já a queda interanual foi de 13,6%, muito parecida à de maio.

Para completar o quadro de desempenho da economia mundial, apontamos que o PIB revisado do primeiro trimestre, nos dezesseis países que compõem a zona do euro, caiu a uma taxa anualizada de 10,4% na série com ajuste sazonal, aprofundando a queda em relação aos -6,2% registrados no quarto trimestre. Em relação ao mesmo trimestre de 2008, houve queda de 4,9%, três vezes maior do que a queda de 1,5% registrada no trimestre anterior. A taxa de inflação na zona do euro também cedeu diante da forte desaceleração econômica e alta do desemprego e fechou em -0,1% nos doze meses até junho. O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros em 1%, o seu menor valor histórico desde que se implementou a zona do euro em fins da década de 1990. No Japão, o PIB anualizado do primeiro trimestre sofreu mais uma queda extraordinária de 14,4% após retração revisada de 12,1% no último trimestre de 2008.

É verdade que, nos Estados Unidos e nos demais países ricos, o desemprego não parou de aumentar, e mês a mês continuam se fechando postos de trabalho, mas felizmente as projeções mais alarmistas não se concretizaram, nem lá nem no Brasil. Com efeito, todos os dados mais recentes da economia brasileira mostram claramente que o pior ficou para trás. Em maio, a produção industrial avançou mais uma vez no indicador mês a mês na série com ajuste sazonal, à taxa de 1,3% em relação a abril. O mês de maio representou o quinto mês seguido de aumento contra o mês anterior, após quedas significativas registradas em todos os meses do último trimestre do ano passado, quando houve uma virtual paralisação da atividade industrial.

Isso não recupera nem de perto as perdas de produção (e emprego) sofridas ao longo do último trimestre de 2008, mas sinaliza uma trajetória positiva. O nível de produção industrial de maio foi 7,8% superior ao de dezembro, mas, em relação ao pico de produção de setembro de 2008, a contração ainda alcança o valor de 13,8%. Em maio, as vendas no comércio varejista cresceram 0,8% em relação a abril, após dois meses seguidos de resultados negativos. Devemos ressaltar que, em termos interanuais, mesmo após o aprofundamento da crise no último trimestre de 2008, as vendas do varejo brasileiro apresentaram crescimento em todos os meses.

Por fim, o mercado de trabalho no Brasil também parou de se enfraquecer. A taxa de desemprego atingiu um máximo de 9% em março, mas cedeu marginalmente para 8,8% em maio e o rendimento real das pessoas ocupadas continua apresentando crescimento acima da inflação na comparação com o mesmo período do ano passado, o que tem contribuído para sustentar o consumo das famílias. Dessa forma, podemos comemorar que o Brasil já se encontra em rota de crescimento e que, ao que tudo indica, o pior já passou.

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Performance

Destaques no ano

No primeiro semestre, o Ibovespa acumulou expressiva alta de 37%, com impacto positivo na performance dos fundos balanceados e, principalmente, dos multimercados com alocação dinâmica. Destaque para os fundos da família Estratégia e Foco Minha Aposentadoria Icatu Hartford (IH), com a 5ª, 6ª e 7ª posições no ranking geral. Já no ranking específico dos fundos de renda fixa, o destaque foi o Icatu Hartford IPCA, que apresentou retorno de 14,47% no primeiro semestre e manteve a liderança da categoria. No ranking dos balanceados, os fundos Icatu Hartford Composto 49 E, C e B destacam-se em 4º, 5º e 7º lugares, respectivamente.

Nome Gestor Posição Taxa de adm.
a.a.
Rentabilidade no ano
ICATU HARTFORD ESTRATÉGIA 2040 SILVER FIC MULTIMERCADO Legg Mason 2,10% 21,49%
1
ICATU HARTFORD ESTRATÉGIA 2040 FIC MULTIMERCADO Legg Mason 2,85% 20,95%
1
ICATU HARTFORD MINHA APOSENTADORIA 2040 FIC MULTIMERCADO Icatu Hartford Seguros 1,75% 20,92%
1
ICATU HARTFORD FOCO MINHA APOSENTADORIA 2040 FIC MULTIMERCADO Icatu Hartford Seguros 2,50% 19,89%
1
ICATU HARTFORD ESTRATÉGIA 2030 SILVER FIC MULTIMERCADO Legg Mason 10° 2,10% 19,68%
1

*Ranking elaborado pela Icatu Hartford, referente a junho de 2009. Fonte: Anbid. Base: 220 fundos de previdência. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Destaques em 60 meses

Devido à performance positiva do mercado acionário em 2009, os fundos balanceados da Icatu Hartford mantiveram posições de destaque no retorno de longo prazo (60 meses): 2º e 4º lugares para o Icatu Hartford Composto 49.

Nome Gestor Posição Taxa de adm.
a.a.
Rentabilidade 60 meses
ICATU HARTFORD COMPOSTO 49E FIC MULTIMERCADO Icatu Hartford Seguros 1,75% 127,10%
0
ICATU HARTFORD COMPOSTO 49C FIC MULTIMERCADO Icatu Hartford Seguros 2,00% 124,70%
0
ICATU HARTFORD COMPOSTO 49B FIC MULTIMERCADO Icatu Hartford Seguros 3,00% 113,64%
0
FATOR PREVIDÊNCIA COMPOSTO 20 FI MULTIMERCADO Fator Administração de Recursos 13º 2,00% 107,26%
0
SANTANDER PGBL COMPOSTO 20 EXCLUSIVO FI MULTIMERCADO CRÉDITO PRIVADO Santander Asset Management 20º 1,50% 102,25%
0
ICATU HARTFORD COMPOSTO 30 FI MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO Legg Mason 23º 2,10% 101,40%
0
ICATU HARTFORD COMPOSTO 20E FIC MULTIMERCADO Icatu Hartford Seguros 30º 1,75% 98,84%
0
ICATU HARTFORD COMPOSTO 20C FIC MULTIMERCADO Icatu Hartford Seguros 33º 2,00% 96,68%
0

*Ranking elaborado pela Icatu Hartford, referente a junho de 2009. Fonte: Anbid. Base: 220 fundos de previdência. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
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