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Operação corta-gastos
Não é preciso ser economista para saber que, quando as despesas se tornam maiores que as receitas, o sinal vermelho acende: hora de tentar aumentar a renda para reequilibrar o orçamento. Ou, mais fácil para a maioria das pessoas, cortar gastos.
A primeira coisa a fazer para pôr em prática a operação corta-gastos é identificar as causas que o levaram a entrar no vermelho. E elas podem ser pontuais ou recorrentes.
Pontuais são aquelas situações difíceis da vida, que todo mundo diz, otimista – “Vai passar, você vai ver”: desemprego, queda na renda de autônomos, divórcio, um acidente com o carro que não tinha seguro etc. Já as causas recorrentes são mais graves. Elas são consequência do desejo de gastar mais do que a renda permite. Ostentar um padrão de vida que não é nosso. Parecer o que não é.
Corte os supérfluos
Vamos colocar a tesoura para funcionar. Para aqueles que já sabem que a causa de seu endividamento é recorrente, algumas sugestões.
• Tente reduzir seus gastos fixos: conta de telefone, luz, água, combustível etc;
• Se o custo fixo for de um gasto supérfluo (o segundo telefone celular, por exemplo), não tenha pena: tesoura nele;
• Identifique ativos que gerem despesa mensal: a casa de praia que é pouco usada ou um carro de luxo que tem seguro e IPVA muito caros;
• Deixe as grifes famosas de lado por um tempo e dê preferência às lojas mais em conta. Para renovar o guarda-roupa, aproveite as liquidações de final de estação;
• No supermercado, opte pelas marcas mais baratas dos concorrentes, levando em conta a relação preço-qualidade;
• Pergunta que vale ouro: “Preciso mesmo comprar isso?”. Acredite: essa frase faz milagres.
Fonte: livro A Regra do Jogo (Saraiva), de Rafael Paschoarelli. |